Sociedade Racionalista
De acordo com o dicionário Aurélio, Racionalismo é o método de observar as coisas baseado exclusivamente na razão, considerada como única autoridade quanto à maneira de pensar e/ou de agir.
Nesta perspectiva, o racionalismo consiste em acreditar nas ideias inatas e no raciocínio lógico, através da razão. É, de certo modo, a própria filosofia desde a sua origem, pois, de fato, a razão é a condição de todo o pensamento teórico. A filosofia constitui-se pelo reconhecimento da razão como a faculdade do conhecimento das coisas e do domínio de si.
O racionalismo muda de aspeto conforme se opõe a cada filosofia. Opõe-se ao pensamento arcaico pelo seu estilo, já que está atento à ideia e visa uma coerência inteligível. Toda a doutrina da razão se apoia em dois pilares: a experiência que nos é dada pelos sentidos é insuficiente para se poder atingir o conhecimento; o pensamento através da razão é capaz de atingir a verdade absoluta, pois as suas leis são também as leis que regem os objetos do conhecimento, tal como Hegel descrevia: “Tudo o que é racional é real e tudo o que é real é racional”.
O racionalismo pode limitar-se a um aspeto da experiência humana: racionalismo moral (Rauh), racionalismo religioso (Feuerbach), racionalismo político (Montesquieu) e racionalismo estético (Valéry).
Com o desenvolvimento do pensamento experimental, o racionalismo tende a passar de metafísico a positivo. Em vez de incidir sobre a verdade concebida como um absoluto recorre à experiência para controlar hipóteses que opõe aos grandes sistemas. O positivismo é a consequência natural de um racionalismo.
Nos nossos dias, o racionalismo é de certa forma, um princípio segundo o qual a razão pode penetrar científica e filosoficamente o real, possibilitando aos homens, normas de conduta e regras de ação. E é com base neste pensamento, que a Sociedade Racionalista foi criada.
O não científico, o irracional, as crenças supersticiosas ainda exercem muita influência na mente das pessoas. Elas estão constantemente em busca de orientação de gurus, adivinhos, astrólogos ou de outras divindades. A crença em Deus, o sobrenatural é a raiz do problema. As grandes religiões como hinduísmo, islamismo, cristianismo, entre outras, têm crescido na terra a partir desta raiz e essas religiões são responsáveis pela disseminação da alienação em massa. Elas são injetadas em nossas mentes por nossos pais, pelas escolas e pela sociedade como um todo.
A devoção e a fé impedem o desenvolvimento racional, o senso crítico e atrapalham na aquisição do conhecimento científico. A crença em Deus e as religiões suprem o pensamento lógico e, assim, obrigam as pessoas se tornarem fantoches de autoridades imaginárias. Assim, a energia do ser humano é desperdiçada em um esforço contínuo para assegurar a proteção destes poderes sobrenaturais. Credulidade, cerimônias, adoração, sacrifício e oração tomam o lugar de uma verdadeira observação e investigação, afastando-se da realidade.
Qualquer tipo de superstição sempre foi e sempre será, o inimigo da razão e, por conseguinte, do progresso. A religião sempre causou danos à espécie humana. E está na hora de darmos adeus a ela, saindo desse mundo surreal e ajudarmos no desenvolvimento das sociedades.
Religião é um ato de degradação e desmoralização da humanidade. Qualquer homem que representa o progresso deve criticar e desafiar e não acreditar em cada item da fé religiosa que é irracional e, principalmente, não-científica.
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